EUROPA RECONHECE A CERTIFICAÇÃO PARA SEMENTES DE CEREAIS E FORRAGEIRAS

Autor: AGROLINK

Publicado em: 21 DE OUTUBRO DE 2019

O Brasil continua marcando presença no mercado mundial de sementes. A exportação brasileira do produto foi de 49,184 mil toneladas em 2018, com acréscimo de 11,154 mil toneladas em relação ao embarcado no ano anterior. O envio totalizou US$ 158,077 milhões, superior ao valor de US$ 147,685 milhões registrados em 2017, de acordo com os dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Mapa). Em 2018, a importação nacional de sementes foi de 14,094 mil toneladas e US$ 123,173 milhões, resultados menores do que os dos dois anos anteriores.

 

Os envios são agrupados em sementes de cereais, demais sementes, sementes de oleaginosas e sementes de hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos. As sementes de cereais corresponderam a 28,110 mil toneladas e US$ 79,648 milhões em 2018. Só o milho para semeadura participou com 23,103 mil toneladas e US$ 75,358 milhões, sendo a mais exportada pelo Brasil. Nas demais sementes estão incluídas outras sementes forrageiras, com o envio de 9,467 mil toneladas e US$ 46,685 milhões em 2018. O País é o maior produtor e exportador de sementes forrageiras tropical do mundo.

No início de 2019, o País exportou, pela primeira vez, semente convencional de aveia preta à União Europeia. A França importou 24 toneladas de sementes de aveia preta produzidas pelo Instituto Agronômico do Paraná(Iapar). O produto foi certificado pelo Mapa. A exportação foi possível porque a União Europeia reconheceu a equivalência dos sistemas de certificação para sementes de cereais e forrageiras produzidas no Brasil no final de 2018. “Essa habilitação é o reconhecimento técnico da qualidade do sistema brasileiro de certificação de sementes”, destaca Virgínia Carpi, coordenadora-geral de Sementes, Mudas e Proteção de Cultivares do Mapa.

 

O principal exportador de sementes brasileiras é o Estado de São Paulo, com o total de US$ 56,602 milhões em 2018. O segundo maior valor, de US$ 35,365 milhões, foi negociado por Goiás. Na sequência estão Minas Gerais(US$ 22,417 milhões), Rio Grande do Sul(US$ 13,706 milhões), Mato Grosso do Sul(US$ 9,222 milhões)e Paraná(US$ 8,865 milhões). No entanto, São Paulo também respondeu por grande parte do valor importado em 2018. As importações paulistas de sementes totalizaram 3,311 mil toneladas e US$ 91,659 milhões.

O Rio Grande do Sul importou US$ 13,506 milhões de sementes, quase o mesmo valor obtido com as exportações. GLOBAL A exportação mundial de sementes foi de 3,925 milhões de toneladas em 2017, sendo 3,792 milhões de toneladas de sementes de culturas de campo, 5,148 mil toneladas de sementes de flores e 128,179 mil toneladas de sementes de hortícolas. Em valor, o embarque mundial somou US$ 11,924 bilhões em 2017, sendo 7,414 bilhões de sementes de culturas de campo, US$ 295 milhões de sementes de flores e US$ 4,215 bilhões de sementes de hortícolas. Os países que exportaram os maiores valores de sementes foram Holanda(US$ 2,040 bilhões), França(US$ 1,801 bilhões), Estados Unidos(US$ 1,712 bilhões), Alemanha(US$ 783 milhões)e Hungria(US$ 480 milhões).

 

Já a importação de sementes totalizou 3,979 milhões de toneladas em 2017, sendo 3,845 milhões de toneladas de sementes de culturas de campo, 5,412 mil toneladas de sementes de flores e 128,425 mil toneladas de hortaliças. O valor da importação chegou a US$ 11,289 bilhões em 2017, dos quais 6,912 bilhões de sementes de culturas de campo,
US$ 302 milhões de sementes de flores e US$ 4,075 bilhões de sementes de hortaliças.

Os países que mais importaram em valores foram Holanda(US$ 1,017 bilhão), Estados Unidos(US$ 1,003 bilhão), França(US$ 769 milhões), Alemanha(US$ 693 milhões), Itália(US$ 540 milhões)e Espanha(531 milhões).

Os dados são da Federação Internacional de Sementes(ISF, na sigla em inglês). Apenas as exportações de sementes com valor superior a US$ 1 milhão foram relatadas pelos países. As sementes de flores incluem sementes de plantas herbáceas e não herbáceas cultivadas principalmente para flores. O volume de culturas de campo engloba sementes de leguminosas, cereais, culturas industriais e forragens. As hortícolas abrangem sementes de todas as culturas do segmento. E as sementes de batata e cogumelos não estão incluídos.