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Clima não é favorável para a safrinha

Fonte Agrolink

Os estados que mais sofreram com a seca foram Paraná, Mato Grosso e São Paulo.

O clima na primeira quinzena de maio piorou a situação da safrinha de milho do Brasil. O volume de chuva ficou abaixo da média para o período, deixando os produtores apreensivos quanto ao desenvolvimento do cereal na segunda safra.  

Os principais estados que sofreram com a seca foram Paraná, Mato Grosso e São Paulo, só no ano passado esses três estados foram responsáveis por 38% da produção de milho do país. De acordo João Macedo, Analista de Mercado da consultoria INTL FCStone, a quebra para essas regiões deve ser registrada entre 20% e 30%. “No início de maio, as estimativas da INTL FCStone apontavam para quebra de 21% na safrinha de SP, 16% no MS e 15% no Paraná, contudo, diante do clima desta primeira quinzena é quase certo que os números de produção destes estados serão reduzidos novamente”, comenta. 

A consultoria espera que a produção tenha uma queda também em Goiás e Mato Grosso, só que em menor intensidade se comparado aos outros estados. "Nestes estados a falta de chuva se concentrou na região sul. No caso do Mato Grosso, o Centro-Sul do estado concentra apenas 7,3% da área de milho, o que limita o impacto do clima menos favorável, enquanto que no Goiás o Sudeste corresponde por parte significativa da produção, o que requer mais atenção para o impacto climático”, alerta. 

A preocupação agora é com a chegada do inverno, já que nas regiões Sul e Sudeste o frio costuma castigar as lavouras. Com o clima desfavorável, o indicativo do preço do milho subiu 6,2% no Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), chegando a R$42,4 por saca, nível mais alto desde março.  

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